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Stray Kids segue passos do BTS e boicota Grammy 2027 por polêmica em categoria

O grupo Stray Kids decidiu não submeter trabalhos ao Grammy 2027, unindo-se ao BTS em um protesto contra a criação da categoria de Melhor Performance de Música Pop Asiática.

Por codamusicbrasil.com• há 4 dias
Stray Kids segue passos do BTS e boicota Grammy 2027 por polêmica em categoria

Um movimento de resistência no K-pop

A indústria musical global observa um movimento de insatisfação crescente entre os maiores nomes do K-pop em relação à Recording Academy. Após o BTS anunciar, ainda em julho, que não participaria da 69ª edição do Grammy, o grupo Stray Kids confirmou que também optou por não submeter nenhum material para consideração da premiação deste ano. O prazo final para as inscrições encerrou-se em 21 de agosto, consolidando a ausência de dois dos maiores expoentes da música sul-coreana no evento que ocorrerá em fevereiro de 2027.

A origem da controvérsia

O descontentamento dos artistas gira em torno da criação da categoria "Melhor Performance de Música Pop Asiática", anunciada pela Academia em junho de 2026. Embora a organização tenha apresentado a novidade como uma forma de valorizar a força do mercado asiático, muitos fãs e especialistas interpretaram a medida como uma tentativa de segregação. A crítica central é que, ao isolar produções de K-pop, J-pop e C-pop em um segmento específico, a premiação acaba limitando o alcance desses artistas, dificultando que eles compitam em categorias principais e mais prestigiadas, como "Gravação do Ano" ou "Álbum do Ano".

O posicionamento dos artistas

O BTS foi o primeiro a manifestar publicamente sua discordância. Em um comunicado compartilhado pelos integrantes, o grupo enfatizou que a música deve ser apreciada por sua essência, sem a necessidade de divisões baseadas em regiões geográficas ou idiomas. Para o septeto, a categorização específica soa como uma barreira que ignora a universalidade da arte que eles produzem. Ao seguir o mesmo caminho, o Stray Kids reforça a mensagem de que o K-pop não deseja ser confinado a um nicho, mas sim tratado com a mesma equidade que qualquer outro gênero musical ocidental.

A resposta da Academia

Diante da repercussão negativa e do boicote de nomes de peso, a Recording Academy tentou contornar a situação. O CEO da instituição, Harvey Mason Jr., chegou a declarar que a organização estava aberta a discussões e que o tema estava sendo debatido internamente com partes interessadas. Apesar das sinalizações de que a categoria poderia ser reconsiderada ou ajustada, a Academia manteve a estrutura do prêmio, o que, na prática, não foi suficiente para reverter a decisão dos grupos sul-coreanos.

Impacto no cenário global

Este embate coloca em xeque a relevância da premiação para o mercado asiático, que hoje movimenta números astronômicos e possui uma base de fãs global extremamente engajada. A decisão do Stray Kids, um grupo que tem batido recordes constantes nas paradas da Billboard, envia um sinal claro para a indústria: a busca por reconhecimento não pode vir acompanhada de rótulos que limitem a expansão artística. Enquanto o Grammy tenta equilibrar suas tradições com a necessidade de modernização, o boicote dos gigantes do K-pop marca um capítulo histórico na relação entre a premiação e a música global.

#Stray Kids#BTS#Grammy#K-pop#Premiação
Conteúdo autoral baseado em informações de g1.globo.com

02 de outubro de 2026, às 20:33

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